Doença de Lyme

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Doença de Lyme

A Doença de Lyme é uma zoonose comum e tem ocorrência frequente no hemisfério norte, principalmente nos Estados Unidos. É uma enfermidade infecciosa, causada pela bactéria Borrelia burgdorferi e transmitida pela picada de carrapatos. Pode acometer cães e gatos, os quais não apresentam manifestações clínicas.

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Doença de Lyme

No Brasil, os primeiros casos foram descobertos em humanos no ano de 1992. O grupo acometido, após ser picado por carrapatos, começou a ter manchas na pele, sintomas de gripe e artrite. Após análises, isolaram esta bactéria e descobriram que o carrapato implicado no caso era o Amblyoma cajenense. Atualmente, a doença de Lyme já foi diagnosticada em cães na cidade de São Paulo e Rio de Janeiro, tanto no interior quanto no litoral, sendo que, nas regiões onde encontraram os cães infectados também foram encontrados humanos com o mesmo problema.

Borrelia burgdorferi é uma bactéria do grupo das espiroquetas, isto é, seu corpo é em formato de saca-rolhas, se movimenta em espiral e são anaeróbias, isto é, não precisam de oxigênio para “respirar”. Ao causarem uma infecção, podem danificar diversas partes do organismo, causando, desde uma artrite a quadros de encefalite e pode levar a óbito. Nos humanos, um dos primeiros sinais é o aparecimento de uma mancha circular avermelhada, tendo como sintomas grande quadro de latência e episódios de polineuropatias.

Os sintomas mais comuns nos cães são dores articulares (relutância ao se movimentar), inchaços nos gânglios linfáticos, febre e letargia. Os animais mais acometidos são aqueles que convivem perto de equinos, sendo que o carrapato do cavalo (Amblyoma cajenense) geralmente é o mais frequente na transmissão da Borrelia burgdorferi aqui no Brasil. Ao levar o animal de estimação em zonas rurais, deve-se ter muito cuidado para preveni-lo de doenças como essa, para isso recomenda-se o uso de medicamentos anti carrapatos, coleiras carrapaticidas e manter a limpeza completa do ambiente onde o animal irá dormir. Cuidados esses que garantem a saúde do animal e acabam reduzindo gastos com medicamentos para o pet.

O diagnóstico de um animal contaminado é feito após exames clínicos completos, junto com informações que o dono deverá fornecer sobre o histórico do bichinho e exames complementares como sorologia ou isolamento para detectar a presença da bactéria e, assim, concluir o prognóstico do veterinário. Para o tratamento, é realizada terapia com antimicrobianos à base de substâncias como doxiciclina e amoxicilina, ou, dependendo do quadro sintomático, pode ser realizado um tratamento de suporte, como hidratação, e uso de analgésicos e anti-inflamatórios.

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